Dia Mundial da Consciencialização do Autismo

No dia 2 de Abril de 2017 celebra-se o Dia Mundial para a Consciencialização do Autismo. Este ano, a Mima Mais – Serviços Terapêuticos associa-se ao movimento Light it Up Blue, iluminando-se de azul.  

Vários estudos têm demonstrado um grande aumento da incidência de casos de crianças e jovens com a Perturbação do Espectro do Autismo (PEA), sendo que a Federação Portuguesa de Autismo estima que para uma população de 10.000 pessoas haverá 10 com autismo.

Existem vários tipos de tratamento, sendo que a Análise Comportamental Aplicada (ABA, Applied Behavior Analysis) é tida como a intervenção terapêutica número UM nos Estados Unidos da América. A eficácia desta intervenção está comprovada cientificamente e os resultados são evidentes em todas as áreas do desenvolvimento, não só no tratamento das PEA, como também de outras perturbações do desenvolvimento.

Em Portugal, a Mima Mais – Serviços Terapêuticos desenvolveu um novo conceito terapêutico de intervenção global e integradora, alicerçado na ABA. A missão desta equipa consiste em proporcionar uma intervenção comportamental eficaz e individualizada, obtendo melhorias em todas as áreas do desenvolvimento, como a comunicação, a cognição, as capacidades académicas, a interacção social, o jogo, a motricidade e a independência nas tarefas do quotidiano.

Os programas terapêuticos podem ocorrer em contexto clínico ou no contexto em que se insere a criança ou o jovem (por exemplo, em casa ou na escola). A intervenção em contexto real é privilegiada pois permite observar a criança ou o jovem na sua plenitude e uma mais rápida e consistente generalização das suas aprendizagens.

Além disso, este tipo de intervenção fornece ferramentas importantes a todos os intervenientes, como a família e os professores, para que consigam alcançar o seu potencial máximo em todas as áreas.

A Mima Mais – Serviços Terapêuticos atua no Grande Porto e dispõe de uma equipa de consultores clínicos com ampla formação e experiência clínica, tendo estabelecido protocolos de colaboração com consultores internacionais especialistas na ABA, nomeadamente, o Centro CIEL em Espanha e o Instituto Crescer, no Brasil. 

Ficam, em seguida, alguns testemunhos de pais de crianças com PEA acerca da intervenção terapêutica da Mima Mais:

- "Quando há oito anos tive conhecimento da metodologia ABA pareceu-me, desde logo, que poderia trazer benefícios significativos ao meu filho. Na altura, tinha já três anos de experiência com outras terapias que se estavam a revelar pouco eficazes. O meu filho tinha, na ocasião, já quase cinco anos e o seu desenvolvimento estava numa fase de estagnação. Assim que iniciou a terapia ABA tornaram-se evidentes as diferenças da metodologia e que se traduzem essencialmente no seguinte: a intensidade, o traçar de objetivos concretos, a permanente quantificação dos resultados obtidos, a adequação constante dos passos para atingir os objetivos delineados e a comunicação diária com os pais.Por outro lado, são trabalhados todos os aspetos da vida, nomeadamente, a socialização, a autonomia, o desempenho académico, as atividades lúdicas, etc. Na Mima Mais a estes atributos aliam-se outros não menos importantes, como sejam, a dedicação, a disponibilidade, a resiliência e, acima de tudo, a amizade e amor por estas crianças tão especiais, constituindo um verdadeiro complemento da família, sempre presente e disponível em todos os momentos, nos melhores e nos menos bons. É sem dúvida muito importante para os pais sentirem o apoio de alguém que vibra com as conquistas e não esmorece perante os obstáculos, acreditando sempre que serão ultrapassados. E, de facto, aquilo que o meu filho mais nos tem ensinado até hoje é de que tudo é possível!"

- "Nós começámos a fazer terapia ocupacional e terapia da fala. Ao fim de 2 anos, com 2 sessões semanais, não estávamos satisfeitos com os resultados alcançados porque não víamos progressos no desenvolvimento do nosso filho. Ele não reagia à maior parte dos desafios que lhe colocavam nas sessões e, por outro lado, nós também não víamos uma estratégia ou objetivo terapêutico que se adaptasse a ele. Era um trabalho que, em determinado momento, concluímos ser inconsequente. Outro factor que pesou na procura de outras terapias foi o facto de termos concluído que o nosso filho conseguia aprender pela repetição. E, no nosso entender, isso devia ser trazido para a terapia. A terapia comportamental preencheu essa necessidade, ao aliar a repetição à intensidade. Neste momento o nosso filho progride com os desafios que lhe são propostos e para nós é evidente o caminho que se tem que trilhar." 

 

Para mais informações acerca da intervenção baseada na ABA, contate-nos.