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"Vou comprá-lo até aos 90 anos": Dermatologista revela o nome do seu champô de supermercado favorito.

Mulher de bata branca usando dispensador de sabonete líquido em casa de banho iluminada, plantas no fundo.

As luzes fluorescentes zumbiam suavemente enquanto a dermatologista estava no corredor do supermercado, a bata branca trocada por jeans e sapatilhas, com um cesto pendurado no antebraço. À sua frente, uma parede de champôs prometia milagres: “cabelo de vidro”, “hidratação 7 dias”, “reset ao couro cabeludo”. Uma jovem ao lado hesitava entre duas garrafas coloridas, a fazer scroll no telemóvel, provavelmente à procura de opiniões. A dermatologista sorriu, estendeu a mão e pegou no mesmo frasco modesto que compra há anos. Sem embalagem sofisticada, sem hashtag em alta. Apenas uma fórmula em que confia.

A jovem olhou para o rótulo e depois para ela.

“Sou dermatologista”, disse a mulher mais velha, quase a pedir desculpa. “Este? Vou comprá-lo até aos 90.”

A jovem colocou-o no carrinho sem dizer mais nada.

Provavelmente também reconheceria o frasco, mesmo que nunca tenha reparado bem nele.

O champô de supermercado a que uma dermatologista volta sempre

A dermatologista chama-se Dra. Léa Martin e tem uma confissão: não usa champôs de luxo de cabeleireiro. Usa um clássico de supermercado por onde já deve ter passado centenas de vezes. O que ela jura a pés juntos é o Vichy Dercos Champô Anticaspa, a variante para cabelo normal a oleoso, amplamente disponível em farmácias e supermercados maiores por toda a Europa e online a nível mundial.

Sem tampas com brilhantes, sem celebridades como embaixadores, sem um coco estampado no rótulo. Apenas uma imagem clínica e uma presença teimosa nas prateleiras, ano após ano, enquanto produtos mais “barulhentos” aparecem e desaparecem. A Dra. Martin brinca dizendo que é “a coisa menos instagramável na minha casa de banho”, e no entanto é o produto que recomenda com mais frequência na sua prática.

Para ela, isso conta mais do que um frasco bonito numa fotografia de duche.

Ela lembra-se do dia em que realmente “conheceu” este champô. Ainda era interna, exausta de turnos noturnos, a lidar com um couro cabeludo com comichão e descamação debaixo da touca do hospital. Brushing impecável estava fora de questão; ela só tentava não se coçar durante as reuniões. Um dermatologista sénior, conhecido por ser brutalmente honesto, atirou-lhe um frasco branco e laranja e disse: “Usa isto durante três semanas. Depois vem queixar-te se ainda precisares.”

Não precisou.

O couro cabeludo acalmou. A vermelhidão diminuiu. A comichão foi baixando, não de imediato, mas aos poucos, como reduzir o volume de um rádio. Sem perfume intenso, sem ardor, sem rotina complicada. Apenas um champô com o qual ela conseguia viver. Foi essa eficácia silenciosa que a conquistou.

Do ponto de vista médico, a fidelidade dela faz sentido. A linha Vichy Dercos Anticaspa assenta em ingredientes ativos como o dissulfureto de selénio ou a piroctona olamina (dependendo da versão e do país), ambos estudados pela sua ação contra a levedura envolvida na caspa e em muitas irritações do couro cabeludo. Não é apenas “calmante” de forma vaga; está a atuar sobre uma causa conhecida.

A fórmula também foca o equilíbrio do couro cabeludo, em vez de apenas o brilho do cabelo. Essa distinção subtil é o que os dermatologistas valorizam. Cosméticos para a fibra capilar há muitos, mas tolerância do couro cabeludo a longo prazo é mais rara. Para a Dra. Martin, um champô que pode ser usado durante meses sem desencadear reações, que não agride a barreira cutânea para “parecer que limpa”, e que dá resultados consistentes em diferentes doentes tem valor real.

Ela volta sempre a ele porque, do ponto de vista médico, comporta-se como um colega fiável.

Como ela o usa na prática (e o que diz aos seus doentes)

A Dra. Martin não trata este champô como uma poção milagrosa. Usa-o como uma ferramenta. O método é quase aborrecidamente simples: durante as crises, lava o cabelo com o Vichy Dercos Anticaspa três vezes por semana. Aplica-o diretamente no couro cabeludo, não apenas no comprimento, massaja suavemente com as pontas dos dedos durante um minuto completo e depois deixa a espuma atuar mais um a dois minutos antes de enxaguar.

Nos outros dias, alterna com um champô muito suave, sem medicação. Esse ritmo evita “sobretratar” o couro cabeludo, mantendo ao mesmo tempo os ingredientes ativos em contacto regular com a zona que realmente precisa. Quando o couro cabeludo volta a estar calmo, reduz para uma vez por semana como manutenção, ainda com o mesmo frasco.

Ela diz que a chave é a consistência, não a intensidade.

Ela também alerta os doentes para as armadilhas em que todos caímos. Vemos algumas escamas, entramos em pânico, mudamos de champô a cada dez dias, à procura “do tal” como quem faz swipe numa app de encontros. Depois torturamos o couro cabeludo com esfoliantes agressivos, água demasiado quente, coques apertados e camadas de champô seco para esconder o problema.

“Já todos passámos por isso: aquele momento em que nos inclinamos sobre o lavatório e esfregamos a cabeça com agressividade como se pudéssemos apagar os problemas do couro cabeludo com mais espuma”, admite. Tal como na pele do rosto, exagerar nos produtos “anti” pode sair pela culatra. O couro cabeludo irrita-se, a barreira enfraquece e a comichão volta… com amigos.

Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias, religiosamente.

A mensagem dela é simples e repete-a quase como um mantra nas consultas:

“Se um champô funciona mesmo para o teu couro cabeludo, não precisas de vinte outros. Precisas de uma rotina com a qual consigas viver durante anos. Por isso digo que vou comprar este até aos 90 - não porque seja mágico, mas porque é realista.”

Para ajudar os doentes, ela costuma resumir o conselho em alguns “não negociáveis”:

  • Escolha um champô de tratamento suave com ingredientes ativos comprovados e mantenha-o pelo menos 3–4 semanas.
  • Massaje o couro cabeludo com as pontas dos dedos, nunca com as unhas, e dê tempo para a fórmula atuar antes de enxaguar.
  • Alterne com um champô suave, sem perfume, nos dias sem tratamento.
  • Evite água muito quente, escovagem agressiva com o cabelo molhado e penteados apertados que puxem pela raiz.
  • Procure aconselhamento profissional se notar placas vermelhas, dor ou queda de cabelo para além de simples caspa.

Porque é que um champô “aborrecido” destes pode mudar discretamente a sua casa de banho

Há algo estranhamente reconfortante na ideia de que uma dermatologista, que passa os dias rodeada de dermocosmética premium e tratamentos sujeitos a receita, continua a confiar num champô de supermercado comprado num corredor iluminado por fluorescentes. Isso corta o ruído dos “ciclos capilares” no TikTok e das rotinas de 12 passos. E também nos lembra uma verdade simples: o produto mais eficaz na sua casa de banho é muitas vezes aquele que usa semana após semana, não o que fica melhor na prateleira.

Escolher um champô como o Vichy Dercos Anticaspa não significa que nunca mais vá usar um produto perfumado e divertido. Apenas lhe dá uma base sólida, uma opção “por defeito” em que pode apoiar-se quando o couro cabeludo começa a queixar-se, quando a risca parece uma bola de neve, ou quando o stress faz tudo piorar.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Escolha validada por dermatologista Vichy Dercos Champô Anticaspa, usado por uma dermatologista em atividade durante anos Referência concreta em vez de “bons champôs” vagos
Rotina de utilização simples 3× por semana durante crises, depois manutenção semanal, alternando com um champô suave Rotina clara e realista para seguir em casa
Foco na saúde do couro cabeludo Ingredientes ativos visam a levedura associada à caspa, respeitando a barreira cutânea Mais conforto a longo prazo, menos tentativa-e-erro com produtos aleatórios

FAQ:

  • Pergunta 1 Posso usar o Vichy Dercos Champô Anticaspa se não tiver escamas visíveis, mas o couro cabeludo me der comichão?
    Sim, muitas pessoas usam-no quando o couro cabeludo está irritado ou repuxado, mesmo antes de surgir descamação evidente. Se os sintomas persistirem ou piorarem, consultar um dermatologista continua a ser a opção mais segura.

  • Pergunta 2 Este champô vai secar o comprimento do meu cabelo?
    Como a maioria dos champôs direcionados ao couro cabeludo, foi pensado sobretudo para a raiz. Se o comprimento estiver seco, pode aplicar amaciador ou máscara do meio do comprimento até às pontas, evitando o couro cabeludo para não diluir os ingredientes ativos.

  • Pergunta 3 Quanto tempo devo deixar atuar para obter melhores resultados?
    A Dra. Martin recomenda, em geral, pelo menos um minuto de massagem suave e mais um a dois minutos antes de enxaguar, para que os ativos tenham tempo de contacto com o couro cabeludo.

  • Pergunta 4 Posso usá-lo em cabelo pintado ou quimicamente tratado?
    A maioria dos utilizadores tolera-o bem em cabelo pintado, mas os resultados podem variar consoante o tipo de cabelo e a coloração. Comece com uma lavagem por semana e observe como a cor e a textura reagem, ajustando depois a rotina.

  • Pergunta 5 E se eu não encontrar Vichy Dercos no meu país?
    Procure champôs anticaspa com ingredientes ativos como dissulfureto de selénio ou piroctona olamina, e uma fórmula indicada para couro cabeludo sensível ou irritado. Em caso de dúvida, um dermatologista local pode sugerir um equivalente.

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