O novo gadget de inverno do Lidl de que toda a gente fala
No inverno, o reflexo é ligar o aquecimento “só para ficar mais agradável”. O problema: muitas vezes acabas a pagar para aquecer ar (e divisões vazias). A lógica que o Martin Lewis popularizou no Reino Unido aplica-se bem cá: aquecer a pessoa, não a casa.
A ideia é simples: em vez de subir a temperatura de uma divisão inteira, aqueces o teu “ponto” (secretária/sofá/cama). Costuma compensar mais quando:
- passas várias horas no mesmo sítio (teletrabalho, sofá à noite);
- a casa perde calor depressa (isolamento fraco, caixilharia antiga, correntes de ar).
O que manda é potência + proximidade:
- Aquecimento “de divisão” (muitos aquecedores elétricos): até 2.000 W (2 kW).
- Aquecimento “pessoal”: mantas/almofadas elétricas muitas vezes ~50–150 W; mini-aquecedores de secretária, algumas centenas de watts.
Regra prática: menos watts e mais perto do corpo = conforto mais rápido e, por hora, menor consumo. Limitação: aquece um “ponto”, não resolve por si só frio estrutural, correntes de ar ou humidade alta.
Notas práticas (Portugal):
- Rede a 230 V. Um aparelho de 2.000 W puxa ~9 A. O erro típico é somar cargas (forno, termoacumulador, placa, etc.) e disparar o disjuntor/ultrapassar a potência contratada. Referência rápida: 3,45 kVA ≈ 15 A; 4,6 kVA ≈ 20 A; 6,9 kVA ≈ 30 A (aprox.).
- Se usares extensão, que seja curta, totalmente desenrolada e de 16 A / 3.680 W. Para cargas altas, preferir tomada de parede (evita também réguas “baratas” e adaptadores em cascata).
- Sinais de perigo: ficha/tomada a aquecer ao toque, cheiro a queimado, estalos/chiado. Desliga e não voltes a usar nessa tomada até resolver (mau contacto tende a piorar).
- Dá prioridade a termóstato, temporizador e desligamento automático. A maior poupança costuma vir de evitar ficar ligado “por esquecimento”.
Como este tipo de gadget pode realmente reduzir as contas no inverno
Só se nota no bolso quando substitui parte do aquecimento geral. O que costuma funcionar é: escolher uma zona, baixar o “geral” e usar o gadget como reforço exatamente onde estás.
O básico que mais rende:
1) Escolhe uma zona principal e fecha portas.
2) Corta perdas rápidas: vedantes, rolo na porta, cortinas ao fim da tarde, tapete em chão frio.
3) Usa por blocos: liga quando te sentas, desliga quando sais (ou temporizador).
Para estimar custos:
custo ≈ potência (kW) × horas × preço (€/kWh)
Atalho: 1.000 W durante 1 hora = 1 kWh.
Ex.: 500 W (0,5 kW) × 4 horas = 2 kWh. A 0,25 €/kWh dá ~0,50 € (confirma a tua tarifa; simples/bi-horária e o comercializador mudam bastante a conta).
Pormenores que fazem diferença:
- Se tens ar condicionado/bomba de calor, aquecer uma divisão pode compensar quando vais ficar lá várias horas: muitas vezes entrega ~2 a 4 kWh de calor por cada 1 kWh elétrico (varia com o frio, a máquina e a instalação). O aquecimento pessoal ganha quando estás parado num ponto e não queres aquecer “o volume todo”.
- Aquecedores resistivos (os mais comuns) não têm “milagre” de eficiência: poupas com menos área, menos horas e temperatura geral mais baixa - não por “ser um modelo X”.
- Humidade/bolor: uma casa muito fria facilita condensação. Em muitas casas, ajuda manter ~18–20 ºC nas áreas ocupadas e fazer ventilação curta diária (5–10 min). Com higrómetro, 40–60% de humidade relativa é um bom alvo; acima disso, desumidificar/ventilar costuma resultar melhor do que “aquecer à força”.
- Conforto rápido sem disparar consumo: antes de ligares 2 kW, camadas (camisola/roupa térmica), meias e manta muitas vezes deixam-te baixar o “geral” sem perder conforto.
- Um detalhe que falha muita gente: encostar um aquecedor a uma parede fria ou a cortinas pode “gastar” calor a aquecer superfícies e criar risco. Respeita as distâncias do manual.
Erros típicos:
- Aquecer a casa toda “por impulso” e pagar por espaços vazios.
- Deixar o gadget tornar-se consumo permanente (sempre ligado).
- Ligar aquecedores em adaptadores/extensões e ainda partilhar a tomada com consumos fortes. Regra simples: acima de ~1.500 W, preferir tomada de parede sem intermediários.
Para perceber se compensou:
- Compara uma semana normal com uma semana de “zona + gadget”, com rotinas semelhantes (atenção a dias mais frios).
- Ajusta aos poucos: muitas vezes baixar 1 ºC no aquecimento principal + aquecimento pessoal dá melhor equilíbrio do que desligar tudo e “aguentar”.
Não é magia: é trocar “aquecer volumes de ar” por “aquecer onde interessa” - e confirmar no contador/fatura.
Porque o timing do Lidl toca num nervo de milhões de famílias
Aqui o ponto não é ser “o gadget do momento”. É recuperar controlo: quando o orçamento aperta, escolher onde e quando gastar energia corta desperdício sem abdicar do essencial.
Este tipo de gadget vende bem porque é fácil de testar, simples de mover entre divisões e encaixa em rotinas centradas em 1–2 espaços (teletrabalho, sofá ao fim do dia).
O essencial:
- Aquecimento direcionado: conforto onde estás, menos desperdício.
- Potência mais baixa (em muitos modelos): cada hora tende a custar menos do que ter 2 kW ligados.
- Flexibilidade: pode servir secretária e sala, se usado com critério.
FAQ:
Quando é que o novo gadget de inverno do Lidl deverá chegar às lojas?
Por ser artigo de campanha (bazar/Specialbuy), costuma sair em dias específicos e pode esgotar. Confirma o folheto e a app do Lidl Portugal para a tua loja (as datas podem variar por zona).Que tipo de gadget é provável que seja?
Nestes lançamentos, é comum ser um aquecedor compacto, mini-radiador ou uma almofada/manta elétrica - pensado para aquecimento pessoal, não para espaços grandes.Um gadget pequeno destes pode mesmo reduzir a minha conta de energia?
Pode, se substituir parte do aquecimento geral (menos horas e/ou menos temperatura). Se for só “mais um aparelho” ligado muitas horas, a conta tende a subir.É seguro deixá-lo ligado enquanto durmo?
Depende do tipo e do modelo. Dá prioridade a temporizador, proteção contra sobreaquecimento e desligamento automático. Confirma marcação CE e manual em português. Na prática:- não tapes grelhas/saídas de ar (aquecedores) e evita encostar a têxteis/cortinas (respeita as distâncias do manual)
- não uses cabos danificados nem os passes por baixo de tapetes
- evita extensões/adaptadores, sobretudo com potências altas
- em casas de banho/zona húmida, só com classificação IP adequada e respeitando distâncias de segurança; se o circuito estiver protegido por diferencial, melhor ainda
- para mantas/almofadas elétricas: evita dobrar/amarrotar enquanto aquecem e não as uses se houver sinais de desgaste no cabo/tecido
Vai substituir completamente o aquecimento central?
Na maioria das casas, não. Resulta melhor como apoio para cortar horas/temperatura do aquecimento principal e manter conforto em momentos específicos (computador, sofá à noite, etc.).
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