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É oficial e é uma boa notícia: a partir de 17 de janeiro, os postos de combustível terão de exibir esta nova informação obrigatória nas bombas.

Mulher sorridente aponta para bomba de gasolina, segurando pistola verde. Telemóvel e moedas ao lado.

A partir de 17 de janeiro, surge uma nova informação na bomba

Na prática, muita gente decide onde e quanto abastecer com base num único número: o €/litro. O problema é que esse valor, por si só, nem sempre diz o que realmente interessa no dia a dia - quanto custa andar com o carro.

A partir de 17 de janeiro, as estações de serviço passam a ter de apresentar, diretamente na bomba, uma informação comparativa que antes raramente estava à vista no momento do abastecimento.

Além do preço por litro, passa a existir uma estimativa de custo por 100 km (e, nalguns casos, comparação com outras energias disponíveis no local, como GPL e/ou eletricidade). A lógica é simples: transformar “€/litro” num valor mais próximo da pergunta real - quanto custa conduzir.

Isto é útil porque o preço por litro, isolado, pode induzir em erro: um combustível um pouco mais caro pode acabar por ficar mais barato por quilómetro se o carro consumir menos (e o inverso também acontece).

Dois pontos importantes para ler o autocolante sem cair em armadilhas:

  • É uma referência, não o seu consumo exato. O valor tende a basear-se em consumos padronizados/medianos e no preço do momento, e pode diferir bastante do seu uso real (trânsito, subidas, ar condicionado, carga, estilo de condução).
  • Serve sobretudo para comparar e decidir rápido. Em poucos segundos consegue perceber se está perante um custo “baixo”, “médio” ou “alto” por distância - ali mesmo, antes de pagar.

Como usar esta nova informação para que o depósito cheio doa menos

Use o número “por 100 km” como uma mini-conta de orçamento, antes de começar a abastecer:

Se a bomba indicar 9 € / 100 km e costuma fazer 300 km por semana, isso dá ≈ 27 € por semana (9 × 3). Para uma estimativa mensal rápida, multiplique por 4: ≈ 108 € / mês.

Dá para ir um pouco mais fundo sem complicar:

  • Regra prática: 100 km é uma boa unidade porque muitos carros já mostram “L/100 km”. Se souber o seu consumo real, consegue fazer a conta:
    custo/100 km ≈ (L/100 km do seu carro) × (€/L).
    Ex.: 6,0 L/100 km × 1,75 €/L ≈ 10,50 €/100 km.
  • Compare o que é comparável. A tabela ajuda a comparar combustíveis no geral, mas só faz sentido comparar “gasolina vs gasóleo vs GPL vs elétrico” se tiver (ou estiver a ponderar) um veículo que use essas energias.
  • Use para escolher o momento e o lugar. Se o seu orçamento é curto, o “€/100 km” ajuda a perceber quanto pesa uma viagem típica (casa‑trabalho‑casa, ida à família, etc.) e a planear melhor abastecimentos.

O objetivo não é culpar ninguém nem “forçar” uma mudança de carro. É ganhar margem onde ela existe - e, muitas vezes, está nos detalhes:

  • Pneus com pressão baixa, peso a mais (ex.: barras de tejadilho) e velocidades elevadas em autoestrada tendem a aumentar o consumo.
  • Condução suave (acelerações e travagens menos bruscas) costuma baixar o custo por quilómetro sem exigir grandes mudanças.
  • Se quiser guardar a informação, tire foto só com o carro parado (ou anote o número); não use o telemóvel durante a condução.

Uma pequena mudança na bomba que pode mexer com hábitos maiores

Esta obrigação não faz os preços descerem. Mas pode mudar a forma como se fala do tema - e, com o tempo, pequenas decisões acumulam.

Ao ver o custo “por 100 km” repetidamente, torna-se mais simples:

  • perceber quanto custa, de facto, uma semana de deslocações;
  • escolher qual o veículo que faz mais sentido para uma viagem longa (se houver mais do que um em casa);
  • avaliar se compensa mexer em rotinas (agrupar deslocações, partilhar boleia pontualmente, evitar voltas “só ali num instante”).

Também é provável que as próprias estações usem esta transparência para promover certos produtos (por exemplo, destacar uma opção com custo/100 km mais baixo, ou ligar a descontos/programas). Vale a pena olhar para o número e não apenas para o slogan.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Novo mostrador obrigatório nas bombas Custo estimado por 100 km (e, em alguns casos, comparação com outras energias) visível na bomba Ajuda a traduzir o abastecimento em custo “por distância”
Use como ferramenta rápida de decisão Multiplique o valor por 100 km pelos seus km semanais/mensais (em centenas) Dá controlo: deixa de abastecer “às cegas”
Pequena mudança, efeitos a longo prazo Informação repetida cria referência para hábitos e escolhas futuras Pode reduzir custo anual ao corrigir pequenos desperdícios

FAQ:

  • Pergunta 1 O que é que as estações de serviço terão de mostrar exatamente a partir de 17 de janeiro?
  • Resposta 1 Um indicador comparativo visível na bomba, incluindo uma estimativa de custo por 100 km para os combustíveis/energias relevantes (consoante o que a estação disponibiliza).
  • Pergunta 2 Esta nova regra baixa o preço dos combustíveis?
  • Resposta 2 Não. A mudança é de transparência e comparação: ajuda a perceber o custo de conduzir, mas não altera impostos nem preços de mercado.
  • Pergunta 3 Todas as estações são abrangidas, incluindo as pequenas em zonas rurais?
  • Resposta 3 Em geral, sim: a obrigação aplica-se às estações que vendem ao público, independentemente da dimensão. Na prática, pode haver diferenças no “tipo” de comparação apresentada conforme os combustíveis disponíveis.
  • Pergunta 4 Como é calculado o “custo por 100 km”?
  • Resposta 4 Normalmente combina preços atuais com consumos médios/padronizados. Serve para referência e comparação; o seu valor real pode ser diferente (trânsito, velocidade, percurso, carga, manutenção).
  • Pergunta 5 Isto pode mesmo mudar alguma coisa na minha carteira?
  • Resposta 5 Pode, se usar o número para tomar decisões repetidas: ajustar a condução, reduzir deslocações desnecessárias e planear melhor viagens/abastecimentos. Mesmo pequenas diferenças por 100 km, ao longo de meses, acumulam.

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