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O Lidl vai lançar para a semana um gadget aprovado por Martin Lewis, ideal para ajudar as famílias a enfrentar o inverno.

Pessoa toca num dispositivo branco numa mesa, ao lado de uma chávena fumegante e documentos, num ambiente acolhedor.

O novo gadget de inverno da Lidl que está a dar que falar entre quem quer poupar

O “corredor do meio” da Lidl costuma trazer soluções práticas e, desta vez, a ideia é simples: aquecimento elétrico localizado (ex.: manta aquecida, almofada térmica, aquecedor compacto) para reduzir tempo e/ou intensidade do aquecimento da casa.

A lógica funciona melhor quando só precisas de conforto onde estás (sofá, secretária, cama). Aquecer a divisão inteira custa mais - sobretudo em casas com isolamento mediano, correntes de ar e tetos altos. Mesmo com ar condicionado/bomba de calor (normalmente mais eficiente para aquecer uma divisão), o “calor no corpo” pode compensar em uso curto e focado.

Regras rápidas para decidir sem adivinhar:

  • Confirma a potência (W) e estima o custo: (W ÷ 1000) × preço do kWh.
    Ex.: 120 W × 3 h = 0,36 kWh. Se pagares 0,25 €/kWh, dá ~0,09 €.
  • Compara com um termoventilador (muitas vezes 1500–2000 W): uma manta de 100–150 W tende a ser muito mais barata por hora - mas aquece a pessoa, não o ar.
  • Só há poupança se substituir aquecimento geral. Se for “mais um aparelho ligado”, é custo a somar.
  • Resistência elétrica é “direta” (quase tudo vira calor), mas fica cara para volumes grandes. Bomba de calor costuma render mais quando precisas de aquecer uma divisão por várias horas.
  • Conforto e saúde: muitas orientações apontam ~18 °C como mínimo de referência; bebés, idosos e pessoas doentes podem precisar de mais. Casa fria também agrava humidade/condensação.

Como usar o gadget da Lidl para reduzir as contas - e não apenas acumular tralha

O erro clássico: comprar o gadget e manter tudo igual (aquecimento geral ligado, mesmas rotinas). Resultado: mais consumo.

O que costuma resultar é tratá-lo como um mini-sistema:

1) Define a tua zona quente (um sítio onde passas mesmo tempo).
2) Fecha o “buraco no balde”: portas fechadas, vedantes simples, rolo corta-correntes por baixo da porta, cortinas bem ajustadas à noite.
3) Troca watts por estratégia: enquanto usas o gadget, baixa o termóstato 1–2 °C ou corta 30–60 min do aquecimento geral.
4) Mede uma mudança concreta (ex.: “menos 1 hora à noite”) e mantém 1–2 semanas para veres se é sustentável.

Nota importante: deixar a casa fria muitas horas pode aumentar condensação (cantos frios, atrás de móveis, roupeiros) e risco de bolor. Objetivo prático: manter a casa “habitável” e usar conforto localizado quando faz sentido.

Checklist curto (sem complicar):

  • Decide antes o que vais cortar no aquecimento geral (tempo ou temperatura).
  • Usa temporizador (ou tomada inteligente) para evitar esquecimentos - especialmente em mantas/almofadas.
  • Segurança elétrica: evita triplas/extensões com vários aparelhos de alta potência. Um circuito doméstico comum é 16 A; somar aquecedor + forno/micro-ondas/chaleira pode disparar o disjuntor ou aquecer fichas/cabos.
  • Em aquecedores com grelha: deixa espaço livre e afasta de cortinas, roupa a secar e sofás.
  • Ventila curto e eficaz: 5–10 minutos (e depois fecha). Um higrómetro ajuda: muitas pessoas sentem mais conforto com 40–60% de humidade relativa.

O panorama geral: um pequeno gadget, uma mudança silenciosa na forma como vivemos o inverno

Um gadget barato não faz milagres. O valor está no controlo: aquecer onde a vida acontece e reduzir, de forma intencional, o aquecimento de zonas vazias.

Em muitas casas em Portugal (isolamento médio, horários irregulares, teletrabalho), a estratégia da “zona quente” pode segurar o conforto sem a fatura disparar - desde que haja disciplina para substituir consumo, não acumular.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Aquecimento localizado pode poupar Baixa potência + uso focado Menos horas/temperatura no aquecimento geral
Rotina > produto Zona quente + corte real (1–2 °C ou 30–60 min) Impacto mensurável na conta
Mentalidade prática Conforto no corpo, não calor uniforme Menos desperdício sem perder bem-estar

FAQ:

Pergunta 1 O novo gadget da Lidl é mesmo “aprovado pelo Martin Lewis”?
Resposta 1 O Martin Lewis não costuma “aprovar” produtos específicos. O que encaixa aqui é o princípio: aquecer a pessoa e reduzir o aquecimento geral quando dá.

Pergunta 2 Este tipo de gadget vai mesmo baixar as minhas contas de energia?
Resposta 2 Pode baixar se substituir parte do aquecimento da casa (tempo/temperatura). Se for complemento, normalmente não reduz a fatura.

Pergunta 3 É mais barato do que um aquecedor elétrico normal?
Resposta 3 Muitas mantas/almofadas ficam nos 100–150 W, enquanto termoventiladores podem ir a 2000 W. Menos watts costuma significar menor custo por hora - confirma a etiqueta e faz a conta.

Pergunta 4 As mantas aquecidas e os aquecedores pequenos são seguros?
Resposta 4 Em geral, quando usados conforme as instruções e com marcação CE, são pensados para uso doméstico. Procura proteção contra sobreaquecimento e desligamento automático. Não tapes grelhas, não uses cabos danificados, evita deixar ligado sem supervisão. Em mantas: não dobrar com força, não usar molhadas e ter cuidado com pessoas com sensibilidade reduzida ao calor.

Pergunta 5 E se eu arrendar casa ou não puder mexer nas definições do aquecimento central?
Resposta 5 A “zona quente” continua a ajudar: concentras conforto onde estás mais tempo e manténs o resto da casa mais fresco - sem perder completamente o bem-estar.

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