No fim de março de 2026, o Reino Unido entra na Hora de Verão. Nesse ano, a troca acontece “mais cedo” no calendário do que em 2025 (continua a ser no último domingo de março; em 2026 calha um dia antes).
Para quem lê em Portugal: a mudança costuma acontecer no mesmo dia (último domingo de março), e o efeito prático é semelhante - perde-se uma hora de sono, as manhãs ficam mais escuras e o fim da tarde ganha luz. Entre Portugal continental e o Reino Unido, a diferença horária normalmente mantém-se (o que ajuda em chamadas e viagens), mas o corpo não “mantém” nada: sente a mudança.
O que mexe mais com as pessoas raramente é acertar relógios. É a luz e o sono: uma hora a menos de descanso e a claridade “muda de lugar”. Em muitos casos, o corpo precisa de alguns dias para alinhar.
Porque é que a mudança da hora em 2026 vai parecer tão diferente
O impacto não é só “perder” uma hora. É perder a sensação de estabilidade: acorda à mesma hora “no relógio”, mas o corpo (e a luz lá fora) ainda parecem presos ao horário anterior. Em famílias, isto aparece rápido onde dói mais: levantar, saídas para a escola, fome ao fim do dia e hora de adormecer.
Nota-se ainda mais em casas com rotinas ao minuto (escola, atividades, jantar, banhos, deitar). O calendário diz “primavera”; o corpo pode responder “ainda não”.
A explicação é simples: o corpo ajusta-se pela luz, não pelo relógio. Quando a exposição muda (mais escuro de manhã e mais claro ao fim da tarde), o ritmo circadiano (sono, apetite, foco) pode ficar desalinhado por alguns dias. É comum ver:
- cansaço e irritabilidade nos primeiros dias
- mais dificuldade em adormecer (sobretudo crianças e adolescentes)
- manhãs mais difíceis, porque “parece mais cedo” do que o relógio indica
Duas notas práticas que muitas pessoas subestimam:
- Nem todos os relógios mudam automaticamente (fornos, relógios de parede, alguns carros). Duas horas diferentes em casa criam confusão real: confirme os dispositivos no próprio dia e ajuste alarmes.
- Manhãs mais escuras aumentam o risco na rua. Para trajetos a pé/bicicleta/trotinete: elementos refletivos/roupa clara, luzes a funcionar e mais margem de tempo (a pressa é o “extra” mais perigoso nesta semana).
Como suavizar o choque na sua rotina
A abordagem mais eficaz costuma ser “aterrar” no novo horário, em vez de levar com ele de uma vez. Três a cinco dias antes, antecipe momentos-chave (jantar, banho, deitar) em 10–15 minutos por dia. Não é perfeito, mas reduz o mini jet lag.
Regra útil: normalmente é mais fácil ajustar pela manhã do que “forçar” à noite. Luz cedo ajuda o corpo a avançar; luz forte ao fim do dia tende a atrasar.
A luz não muda só lá fora: muda o timing de fome, bocejos e discussões dentro de casa. Preparar 3–5 dias quase sempre vale mais do que “aguentar e esperar”.
Dicas que funcionam sem complicar (e com impacto real):
- Comece pelas manhãs: adiante acordar + pequeno-almoço 10–15 minutos/dia. Tente apanhar 20–30 minutos de luz natural cedo (mesmo com céu nublado).
- Use a luz a seu favor: de manhã, estores abertos e luz forte; à noite, iluminação mais baixa e quente na última hora. Ecrãs no mínimo (modo noturno ajuda, mas não anula o efeito).
- Proteja uma rotina “âncora”: mantenha a mesma sequência antes de dormir (banho, história, música calma). A ordem repetida dá segurança quando “a hora ainda não parece certa”.
- Cuide do fim do dia: evite sestas longas e jantares muito tardios (tendem a empurrar o sono). Cafeína: em muita gente, depois das 14:00–15:00 ainda interfere.
- Planeie a primeira semana como “semana de adaptação”: se puder, evite marcar coisas exigentes muito cedo na segunda/terça após a mudança e deixe margem para cansaço (sobretudo em crianças).
A ondulação mais profunda: o que esta mudança do pôr do sol vai alterar em nós
A mudança de 2026 funciona como um teste silencioso à forma como a casa lida com a luz: levantar mais difícil, mais fome fora de horas, mais negociações na hora de deitar (porque “ainda há luz”), e decisões do tipo “ainda dá para ir ao parque?” que começam a esticar o fim do dia.
O que surpreende muita gente é que a adaptação acelera quando há plano e linguagem comum (“esta semana é de ajuste”). Famílias que ajustam um pouco antes e tratam os primeiros dias como diferentes - sem dramatizar - tendem a estabilizar mais depressa.
| Ponto-chave | Detalhe | Valor para o leitor |
|---|---|---|
| Mudança da hora em 2026 | Último domingo de março; em 2026 calha um dia antes de 2025 | Ajuda a preparar rotinas e logística (escola/trabalho/transportes) |
| Pequenos ajustes graduais | 10–15 min/dia nos 3–5 dias anteriores | Menos choque no sono, apetite e humor |
| A luz como ferramenta | Luz natural de manhã; penumbra e menos ecrãs à noite | “Ensina” o corpo a alinhar sem depender só de força de vontade |
FAQ:
- Os relógios vão mesmo mudar mais cedo em 2026? A mudança é no último domingo de março; em 2026 esse domingo cai um pouco mais cedo no calendário do que em 2025 (um dia antes). O que se sente depende da rotina e da sensibilidade à luz.
- Porque é que o novo horário do pôr do sol é tão perturbador? Porque o corpo usa a luz para regular sono e energia. Com a Hora de Verão, a luz “desloca-se”: de manhã fica mais escuro e ao fim do dia há claridade por mais tempo, o que pode atrasar o sono nos primeiros dias.
- Quanto tempo demora a ajustar? Muitas pessoas estabilizam em 3–7 dias. Crianças pequenas, adolescentes e quem trabalha por turnos pode demorar mais, sobretudo com rotinas rígidas.
- Há algo que eu possa fazer especificamente pelos meus filhos? Sim: avance o deitar aos poucos, mantenha o ritual igual, e reduza ecrãs luminosos na última hora antes de dormir (modo noturno ajuda, mas não faz milagres).
- Esta antecipação pode, afinal, ser uma coisa boa? Pode. Para algumas famílias é uma oportunidade de acertar horários, ganhar consistência no sono e tornar o fim do dia mais leve durante a semana de adaptação.
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